CAELLUM
Hoje só o silêncio,
este vinho,
incômodo e amargo basta.
Hoje só o silêncio,
este vinho,
incômodo e amargo basta.
Basta esta luz
impune que rompe
a escuridão dos olhos
em busca de alguma calma.
Calma que envolve
a calva,
cosntrução de clareiras.
Clareiras,
caldeiras que fervem
as nuvens e os céus
em plena expansão de azul.
impune que rompe
a escuridão dos olhos
em busca de alguma calma.
Calma que envolve
a calva,
cosntrução de clareiras.
Clareiras,
caldeiras que fervem
as nuvens e os céus
em plena expansão de azul.

Belíssimo, Georgio!
ResponderExcluirAs clareiras tem um grande significado filosófico, e nesse seu poema elas clamam pelo silêncio!
Adorei!
Beijos, poeta!
Mirze
Parabéns pelo poema! Continue a escrever e a encantar
ResponderExcluirSilêncio de ouro: essa poesia nos transporta!!!
ResponderExcluirmedida
ResponderExcluirum silêncio de algo que está sendo não dito, diferente do silêncio de nada estar sendo dito, do silêncio carregado de si mesmo, do silêncio de tudo estar sendo dito. um é poder, outro é apatia, outro é autonomia, outro é pacto. o silêncio é um alfabeto dificílimo. não há dicionário nem método para aprendê-lo. para se comunicar com um silêncio a língua de acesso é o tempo e, com sorte, o olhar. falar atrapalha. diante de alguns silêncios é preciso tomar cuidado. outros não querem cuidado nenhum. para uma hermenêutica do silêncio, a melhor medida é respirar.
Noemi Jaffe